21 agosto 2014

BOOKS | Fahrenheit 451

Sabem o que é que já não temos há muito tempo aqui no canal? Reviews sobre livros... acho que notaram :p

Por isso, hoje venho falar-vos sobre um dos livros que li este mês, em conjunto com outras pessoas: o Fahrenheit 451

Este é considerado um romance distópico, escrito por Ray Bradbury (1920-2012) e publicado pela primeira vez em 1953. 

A ~ [história] ~ transporta-nos para um futuro em que os livros são completamente proibidos, assim como qualquer tipo de conhecimento ou manifestação de opinião. Neste mundo os bombeiros já não chamados para apagar os fogos, são chamados para atear os fogos às casas que possuem livros escondidos. A nossa personagem principal, Montag, é um dos homens que trabalha para ajudar à extinção dos livros, símbolo de conhecimento e do pensamento crítico. Já o seu avô e o seu pai exerciam a mesma profissão. 

Montag vive com a sua esposa Milred que, diga-se de passagem, foi uma personagem que me irritou bastante. É o tipo de personagens que segue o rebanho e que me parece profundamente triste por fazê-lo. Não tem ideias próprias e basicamente discute com o marido porque pretende uma outra parede (que são as televisões todas futuristas e interactivas que eles têm nessa época). Parece-me completamente fútil por só se preocupar com a "família", que basicamente são as restantes pessoas como ela, que passam o dia no meio daquelas "paredes" a interagir pela televisão. Arrrgg que irritação de personagem.


Uma das personagens que mais gostei foi Clarisse. Uma rapariga que aparece um dia na vida de Montag e que é, digamos, o oposto de Milred (lol, por isso é que gostei!). É uma rapariga que questiona as coisas e os acontecimentos e que tem o poder de intrigar Montag. É uma pessoa alegre e que não segue o rebanho mas que, como tantos outros, por não seguir a maioria, acaba por sofrer as consequências. 

Tal como Clarisse há uma outra personagem que me fez sorrir. Uma senhora que se recusa a deixar a sua casa e os seus livros, quando os bombeiros lá aparecem, depois de uma denúncia anónima. Esta personagem prefere acender o fósforo que vai queimar o seu mundo e morrer com ele. Esta atitude, vai também marcar a nossa personagem principal que, ao deixar aquela casa, vai mais rico: rouba um livro.


Faber é outra personagem que vai ajudar Montag quando este começa a questionar o mundo à sua volta. Professor aposentado de literatura parece, muitas das vezes, a voz da razão para Montag, que se sente completamente destruído por aquele mundo.

Bem, o certo é que, Montag escondia outros livros em sua casa e acaba por ser descoberto, iniciando o seu processo de fuga. Vai acabar junto a outras pessoas que, tal como ele, não se deixaram sucumbir à extinção dos livros. E esta foi a parte que mais gostei: a prova de que o conhecimento está em nós. A sociedade a que ele se vai juntar, é composta por homens que transportam em si um livro, ou seja, cada um deles fez uma leitura e memorizou o livro, garantindo que as palavras e a mensagem deste ou daquele escritor, nunca se perderia. São, nas suas palavras "vagabundos por fora, bibliotecas vivas por dentro", ironizando depois: "Não julgue o livro pela capa". Curioso :)

- Montag, gostaria de ler a República de Platão, um dia?
- Com certeza.
- Eu sou a República de Platão. Gostaria de ler Marco Aurélio? O Sr. Simmons é Marco Aurélio.

(...) Somos todos constituídos por pedaços, extractos de história, de literatura, de direito internacional (...).

A diferença entre o homem que apara a relva e o verdadeiro jardineiro reside na maneira de tocar as coisas. (...) O homem que corta a relva desaparece; o jardineiro ficará presente para toda a vida.


Concluindo, a ~ [ideia] ~ para a história está bem pensada. Gosto da crítica social, da crítica à censura e à proliferação de um pensamento crítico e instruído. O conhecimento é poder e, no final de contas, pode ser uma arma bastante poderosa. 

No entanto, para mim, é um romance que se resume a isso. A distopia não é explorada da melhor forma e nós sentimos que a história se desenrola num mundo de noções pouco profundas, muito superficial. As regras não são explicadas e tudo é reduzido a meia dúzia de noções que estão directamente relacionadas com o protagonista. Não há nada para além disso, o que me fez ficar um pouco desiludida com a trama.Para mim, acabou por perder nisso mesmo. Há tantas outras histórias que nos falam sobre o poder do conhecimento e dos livros que estão melhor desenvolvidas do que esta. Mas isto, claro, é a minha opinião.

Em muitas partes do livro não me senti ligada à história, não me senti envolvida e motivada. Acabei por conseguir terminar a leitura porque realmente queria saber que tipo de final é que aquilo teria. 


A ~ [escrita] ~ do autor é cheia de metáforas e imagens, algumas delas bastante criativas. Gostei. Mas também achei que há ali algo de cansativo, que às vezes parece fazer com que a leitura não avance...

Se recomendo? Hum, nem sei que dizer. Se calhar só para algumas pessoas. Há livros com a mesma ideia, mas que eu acho que valem muito mais a pena de serem lidos. Se pudesse voltar a ter possibilidade de escolha para o ler, escolhia ler outras coisas em vez deste livro. 

Acabei por lhe dar 2,5 estrelas (arredonda para as 3... ).



Título Original: Fahrenheit 451
Autor: Ray Bradbury
Onde comprei:
Li em ebook
Goodreads: aqui







Já leram? Têm a mesma opinião ou difere?


17 agosto 2014

LIFE | Coloração de Cabelo OLIA Garnier

Bem, hoje apetecia-me fazer um post diferente... Desculpem fugir à temática dos livros, mas às vezes sabe-me bem escrever sobre outras coisas. E já que o blogue é versátil... pois falemos de coloração de cabelo!


Como já devem ter reparado, o meu cabelo é vermelhusco (lol... a sério, "mary red hair"?!). Já pinto o cabelo desde a minha adolescência... Entre azul, preto, castanho e vermelho, esta juba já sofreu muita coisa e andou muito tempo fraquinho. Há uns anos, descobri um cabeleireiro que finalmente me conseguiu domar e tratar o cabelo. A partir daí, andou mais tratado e bonito do que nunca.

O problema é que agora aqui em Espanha é super caro ir ao cabeleireiro e não me apetece mais ninguém a mexer aqui. Solução: retomar os tempos de estudante e pintar o cabelo em casa.

Depois de experimentar duas marcas diferente, resolvi ir por um conselho de uma amiga e experimentar esta coloração da Garnier, chamada Olia, que é sem amoníaco.


Em primeiro lugar deixem-me dizer que gostei imenso do aspecto da coisa. Ok, vão dizer que não é o mais importante, mas eu ligo a essas tontarias. Os ~ [frascos] ~ são preto e branco e com um design bonito; as 
~ [luvas] ~ são pretas e não são como as que habitualmente vêm com as colorações (são mais delicadas, ou seja, não têm aqueles dedos enormes que às vezes acabam por manchar  a pele porque se descuidam a pintar e uma ponta da luva toca na testa; para além disso, gosto da textura do plástico). De resto, traz os dois produtos que se mistura para gerar a cor final e uma ~ [bisnaga] ~ com um creme para ir aplicando com as lavagens seguintes (que supostamente reaviva a cor e vai protegendo o nosso cabelo).


Então, esta coloração promete não danificar o cabelo, promete conforto no couro cabeludo, através de um vermelho intenso e preciso. É verdade? 

- Bem, tenho a dizer-vos que não senti aquela irritação de coisas a picar no couro cabeludo durante o processo de coloração, que é tão comum na maior parte das tintas, o que é algo muito bom. 

- A tinta é facilmente retirada da pele, não deixando marcas, quer na testa, quer no próprio couro cabeludo. A cor sai facilmente do vosso couro cabeludo com a lavagem após coloração.

- Pela primeira vez, uma tinta não me deixa uma coloração diferente nas raízes e outra no resto do cabelo. Geralmente não faço como as instruções, em que primeiro se aplica a tinta na raiz e 10 minutos antes de terminar, no resto do cabelo. Aplico tudo de uma só vez, no cabelo todo e, pela primeira vez, o cabelo ficou com uma cor única.

- O meu cabelo ficou super brilhante e notei que mais hidratado do que com as outras colorações. Para além disso, sempre que o lavo, a água sai com pouca cor, ou seja, a coloração parece manter-se por mais tempo, impedindo que o cabelo fique mais rapidamente baço. 

- A máscara que vão usando com as lavagens tem um tamanho bastante bom, ou seja, vai durar-vos para imenso tempo e ajuda realmente a manter o cabelo bonito. Não sei se intensifica a cor (não noto assim tanta diferença), mas pelo menos dá um aspecto saudável ao cabelo.


Mas afinal de contas, há algum aspecto negativo? Bem, o produto promete uma ~ [cor intensa] ~ ... e eu não fiquei apaixonada pela tonalidade final. Depois de algumas lavagens e de alguma praia, a cor acabou por abrir e ficar mais vermelha, mas ao início, era um tom mais escuro do que estava à espera. Eu gosto de vermelho intenso e este ficou um bocadinho a desejar. 


Por isso, o meu cabelo não ficou assim tão vermelhinho como o da foto :( Mas também podem ser várias razões para tal não ter acontecido, como inúmeras colorações anteriores.


Mas por todos os pontos desta review, aconselho e muito esta coloração. Então se pretenderem dar um miminho e um brilho extra ao vosso cabelo, é a solução ideal.

Podem encontrar em qualquer hipermercado e o preço, pelo menos aqui em Espanha, é de 6,95€.

E vocês, já experimentaram? Gostaram ou aconselham outra?


11 agosto 2014

LIFE | 7 on 7


E o tema do 7 on 7 ~ deste mês era "As Cores do Verão". Como sempre, vem com atraso... ou não me chamasse eu Mary :)

Tentei fazer algo diferente mas que, no final, não me pareceu que resultasse assim tão bem... Infelizmente, a minha câmara do telemóvel não é grande coisa :( (lista de presentes para aniversário e Natal: uma máquina fotográfica em condições...).

Bem, vamos a isso...

Verde água... esta é a minha cor favorita para o Verão. Entre roupa e acessórios, há sempre algo neste tom no meu armário. Adoro!


Coral... Outra cor que não pode faltar no meu Verão é o coral. É tão linda esta cor!


Bronze e castanho... são outras duas cores que estão sempre presentes. Associadas a acessórios mais étnicos, dão um look super descontraído, não acham?


Verde limão... Nesta foto não se consegue perceber muito bem... Gosto de usar esta cor quando começo a ficar mais morena. Realça imenso o tom da pele.


Branco... Esta é outra cor que associo muito ao verão. Desculpem as melissas sujas ali atrás lol Nem tinha reparado, só depois de fazer upload da foto. 


Azul... Sei que escolhi tons escuros para esta foto... Mas tem um razão. O azul lembra-me o mar e eu adoro praia. Nas noites mais frias de Verão, gosto de usar calções e uma camisa aos quadrados. Dá um ar descontraído e confortável.


Preto... Porque no Verão há imensas festas, o preto é sempre uma cor que nunca desaparece do meu armário. Este é um vestido sem costas, super giro, da Blanco. Com o preto, nunca me comprometo, não é? :)


Desculpem a qualidade das fotos :(

Os blogues que participam desta vez são:

TOP5 WED | Top 5 Wed | Top 5 Books you Read So Far This Year (2014)



E para quem não me segue no youtube (que deveria seguir! está mal.. passem por lá e é só clicar em subscrever), ontem à noite publiquei mais um vídeo... em atraso, claro está :)

Este era o desafio do Top5 Wed, de dia 9 de Julho (olhem o tempo que já lá vai!), onde basicamente apresento os 5 grandes livros que li, até agora, este ano.


Para quem não quer ver o vídeo, ou não pode (cof cof, leia-se Fiacha lol), aqui fica a lista:

1. The fault in Our Stars, de John Green
2. Hunger Games, de Suzanne Collins
3. The Girl with the Dragon Tattoo, de Stiege Larson
4. Splintered, de A. Howard
5. Eleanor and Park, de Rainbow Rowell

Concordam comigo em algum dos livros?? 


06 agosto 2014

TOP 5 WEDNESDAY | Top 5 Blue Covers

Olá :) Estou de volta e de energias recuperadas (espero eu!). E como hoje é quarta feira, é dia de Top 5 :)


Deixo-vos o meu top das cinco capas azuis que mais gosto na minha estante. Espero que gostem!


Digam-me quais são as vossas capas azuis preferidas e se gostam das minhas!